Nesta quinta-feira, 10, o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) realizou um ato ecumênico com a presença de diversos líderes religiosos. Entre os participantes estava Sayid Marcos Tenório, apoiador do Hamas que zombou de uma mulher israelense sequestrada pelo grupo terrorista em 2023.
Sayid Tenório é historiador, especialista em relações internacionais e vice-presidente do Instituto Brasil Palestina (Ibraspal). Na época do ataque terrorista do Hamas, o homem chegou a publicar nas redes sociais seu apoio às ações extremistas.

O historiador participou do ato junto de lideranças católicas, indígenas, umbandistas e candomblecistas. Os sacerdotes espirituais rezaram por Glauber Braga. Na quarta-feira 9, o Conselho de Ética da Câmara decidiu pela cassação do mandato do psolista: foram 13 votos a favor, 5 contrários e nenhuma abstenção.
Na sessão, Glauber Braga anunciou que entraria em greve de fome e que permaneceria na Casa até o fim do seu processo de cassação. Apesar da aprovação da cassação no Conselho de Ética, ele pode recorrer da decisão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O colegiado tem cinco dias para analisar o recurso.
+ Em greve de fome, Glauber Braga dorme no plenário da Câmara
Se o recurso for rejeitado na CCJ, o processo segue para análise no plenário da Casa. Para a aprovação da cassação no plenário da Câmara dos Deputados, é necessário o apoio da maioria absoluta. Ou seja, 257 votos favoráveis.
Integrantes do Psol articularam a entrada de um colchão para que o deputado da bancada Glauber Braga (RJ) continue dormindo no plenário 5 da Câmara dos Deputados, em uma manifestação contra o seu processo de cassação.
Por volta das 15h30 desta quinta-feira, 10, a reportagem de… pic.twitter.com/ZBIX6TwvM2
— Revista Oeste (@revistaoeste) April 10, 2025
Apoio de Sayid Tenório ao Hamas
Em uma postagem sobre o ataque de outubro de 2023, Sayid Tenório escreveu: “Colonos judeus ilegais sentindo na pele por um dia aquilo que os palestinos vêm sofrendo diariamente há 75 anos”.
Ao divulgar um vídeo em que mostra uma suposta mulher sequestrada pelo Hamas no ataque terrorista, com as calças sujas, ele declarou: “Marca de merda”.
O vice-presidente do Ibraspal foi duramente criticado por suas declarações pró-Hamas. Ele chegou a excluir as redes sociais em decorrência da repercussão negativa, além de ter sido demitido da assessoria do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA).
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